domingo, 17 de janeiro de 2010

Casais espanhóis sofrem com falta de notícias sobre filhos adotivos no Haiti


Pelo menos 230 casais espanhóis que adotaram crianças haitianas e estavam apenas esperando a emissão dos passaportes dos filhos para irem ao Haiti buscá-los estão vivendo o desespero de não conseguir obter informações sobre paradeiro das crianças.
Centenas de internos de orfanatos da capital haitiana, Porto Príncipe, permanecem desaparecidos após o terremoto que devastou boa parte do país caribenho na terça-feira.
“É uma angústia que não acaba. Não dá para acreditar. Quanto mais imagens vemos pela televisão, mais arrasados ficamos”, disse à BBC Brasil a espanhola Maria José Atienza, mãe de “Rafita”, o filho adotivo de três anos atingido pelo terremoto.
Maria José disse que nem ela, nem o marido, Rafael, dormem desde o dia do terremoto.
Os pais dos menores desaparecidos estão pedindo ajuda ao Ministério de Relações Exteriores espanhol porque em muitos casos nem sabem se seus filhos adotivos estão vivos.
Em todos os casos de adoção, encaminhados por três organizações internacionais, os expedientes estavam terminados, após anos de espera.
‘Impotência’
O desespero dos pais adotivos está recebendo destaque nos telejornais espanhóis. Famílias que aparecem chorando, mostrando quartos infantis montados, roupas e brinquedos preparados e fotos dos encontros nos orfanatos de Porto Príncipe.
“É um momento de impotência, aflição e muita dor”, disse à BBC Brasil Encarnación Esteban Córdoba, presidente da Associação de Ajuda à Adoção Internacional.
A organização, que tramita processos de adoção em países como Haiti, Honduras, Bolívia e Guatemala, disse que os pais estão desesperados e, mesmo entre os que conseguiram algum tipo de informação que confirme a sobrevivência das crianças, “ninguém pode estar em paz até ter seus filhos em seus braços nessas circunstâncias”.
“A primeira preocupação é saber se as crianças estão vivas. A segunda é como estão depois dessa tragédia, se têm água, comida, remédios... e depois achar o paradeiro dos documentos para trazê-los à Espanha, porque é bem possível que os expedientes tenham sido destruídos ou perdidos”, disse à BBC Brasil a diretora geral do Instituto Catalão de Acolhida e Adoção, Silvia Casellas.
“Isso cria outro agravante. Teremos que demonstrar que as adoções estavam concluídas”, afirmou.
Os casos menos graves são os de famílias que adotaram menores no orfanato Maison Des Anges, em Porto Príncipe.
Segundo informações das instituições espanholas, todas as crianças sobreviveram ao terremoto e foram levadas para duas casas vizinhas que sofreram menos danos.
Mas as associações de adoções afirmam que apesar desta boa notícia, não podem garantir às famílias o estado de saúde das crianças nas próximas semanas, porque dependem da chegada de ajuda humanitária.

Trabalhadores das pirâmides 'não eram escravos', dizem arqueólogos


Cientistas apresentaram no Egito tumbas cuja localização, próxima das principais pirâmides, reforça a teoria de que esses grandes monumentos foram construídos por trabalhadores livres, e não por escravos.
Os túmulos, construídos cerca de 4,5 mil anos atrás, contêm os restos mortais dos trabalhadores que morreram enquanto levantavam as pirâmides de Quéops e Quéfren.
"Essas tumbas foram construídas ao lado da pirâmide do faraó, o que indica que essas pessoas não eram, de forma alguma, escravos", disse o arqueólogo que chefiou os trabalhos de escavação, Zahi Hawass.
"Se fossem escravos, eles não poderiam ter construído suas tumbas ao lado da do faraó."
Ele disse que a descoberta "pode ser a mais importante do século 21" em relação à civilização egípcia.
Os túmulos são feitos de argila seca, semelhante a outras covas descobertas em 1990, e datam das 4ª e 5ª dinastia (2649-2374 AC).
Tumab descoberta no Egito
Egito diz que teoria dos escravos não faz jus à civilização egípcia
Tradicionalmente, as autoridades do Egito refutam a teoria de que as pirâmides foram construídas por escravos, alegando que essa hipótese – um "mito", em suas palavras – ignora as habilidades necessárias na construção e a sofisticação da civilização egípcia.
Evidências colhidas no sítio arqueológico indicam que 21 vacas e 23 cordeiros eram enviados diariamente para alimentar cerca de 10 mil pessoas que trabalharam na construção das pirâmides.
Segundo Hawass, é possível que os fornecedores da carne, fazendeiros no Delta do Rio Nilo e no sul do Egito, não estivessem pagando impostos ao governo, e sim fazendo parceiras com o governo nesses grandes projetos nacionais da época.

Ajuda começa a ser entregue à população do Haiti

A ajuda humanitária às vítimas do terremoto no Haiti começou a chegar à população da capital, Porto Príncipe, neste domingo.
No entanto, grande parte dos flagelados haitianos continua à espera de mantimentos básicos e medicamentos.
A organização não-governamental Oxfam afirmou ter conseguido distribuir água para refugiados de um campo improvisado.
No entanto, o repórter da BBC na capital haitiana Nick Davis afirma que – embora pela primeira vez esteja sendo possível perceber um movimento – os beneficiados pela ajuda humanitária ainda são poucos, em comparação com o grande número de necessitados.
Nas próximas horas, o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-Moon, deve desembarcar no Haiti para supervisionar pessoalmente os trabalhos de socorro e resgate no país destruído.
Poucos episódios violentos
De acordo com Davis, mesmo sem possibilidades de satisfazer as necessidades mais básicas, a população parece continuar paciente. Os episódios de violência são esparsos.
O terremoto haitiano é um dos episódios que causaram maior número de mortes entre funcionários da ONU.
Um ataque às instalações da entidade na Argélia, em 2007, matou 41 pessoas, 18 delas trabalhadores da Nações Unidas.
Em 2003, um ataque suicida à ONU na capital iraquiana matou 22 pessoas, incluindo o brasileiro Sérgio Vieira de Mello.
Neste domingo, uma porta-voz da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou em Genebra que o terremoto no Haiti é o pior desastre que a ONU já enfrentou em sua história.
“Esse é um desastre histórico. Nós nunca fomos confrontados com esse tipo de desastre na história da ONU. É como nenhum outro”, disse Elisabeth Byrs, porta-voz do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da Organização.
'País decapitado'
De acordo com ela, a dificuldade se deve aos problemas de logística, por conta do colapso do governo local e da completa destruição da infraestrutura – o aeroporto está saturado, as ruas bloqueadas, os hospitais têm poucos ou nenhum médico e poucas construções suportaram os tremores.
Byrs comparou o desastre ao tsunami que atingiu a Indonésia em 2004 e afirmou que a situação em Porto Príncipe é “tão ruim ou pior”.
“O desastre é enorme e tão enorme quanto foi o tsunami, talvez pior porque todo o país foi decapitado, os prédios do governo desmoronaram e nós não temos o apoio da infraestrutura local. Na Indonésia nós tínhamos pelo menos o apoio de algumas autoridades locais”, disse.
Na sexta-feira, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, lançou um apelo à comunidade internacional para arrecadar US$ 550 milhões para ajudar ao Haiti.
Clique Leia na BBC Brasil : Terremoto no Haiti é 'pior desastre' da história da ONU
A porta-voz do Programa Mundial de Alimentos da ONU no Haiti, Myrta Kaulard, disse que a agência espera atender cerca de 40 mil pessoas.
Apesar disso, Kaulard disse reconhecer que cerca de 1 milhão precisam de ajuda em Porto Príncipe.

sábado, 16 de janeiro de 2010

Boliviano mata filha recém-nascida porque queria menino, diz jornal


Um boliviano de 25 anos confessou à polícia ter matado a filha recém-nascida porque queria um filho homem, informou hoje o jornal "La Prensa".
A mulher, Cristina B., denunciou à polícia da cidade de El Alto, vizinha a La Paz, na noite de sexta-feira. Na delegacia, ela denunciou o marido, depois de achar o corpo da filha em uma bolsa sob a cama do quarto do hotel em que viviam. Segundo as primeiras investigações, o assassino queria um filho homem e desde o nascimento da menina, há duas semanas, não conseguia dormir de tão frustrado.
A mulher surpreendeu o marido deixando o quarto logo depois do crime. Chorando, ele disse à mulher que, sem o bebê, eles viveriam felizes.
O suspeito fugiu, mas depois foi preso. À polícia, ele confessou o crime.

Brasil vai ficar ao menos mais cinco anos no Haiti, diz Jobim




O ministro Nelson Jobim (Defesa) informou neste sábado que o Brasil deverá ficar por ao menos mais cinco anos no Haiti, já que os brasileiros deverão colaborar com a reconstrução do país caribenho após o terremoto que o devastou na terça-feira.

Segundo Jobim, é certo que o Brasil permanecerá mesmo após terminar o período pelo qual o país se comprometeu a compor a Minustah (Missão de Paz da ONU no Haiti), que se encerra em 2011.
Bebês haitianos nascidos ganham nome de militares brasileiros
Cinco aviões da FAB com suprimentos e equipes chegam ao Haiti

Presidente do Haiti governa de delegacia

Governo diz que 6.000 presos fugiram após terremoto no Haiti

Veja fotos da tragédia no Haiti; por Caio Guatelli

"Não vejo menos de cinco anos [de extensão da permanência das tropas], tem que se reconstruir o país", disse o ministro durante visita ao Ciop (Centro de Instrução de Operações de Paz) da Vila Militar, na zona Oeste do Rio, onde se encontrou com militares que estão em treinamento para poderem embarcar para o Haiti.
Jobim afirmou ainda que vai propor ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva aumentar as atribuições das tropas brasileiras no Haiti. Jobim citou como exemplo aumentar as atribuições de engenharia das tropas, para que possam ajudar no processo de reconstrução do país após o terremoto de magnitude 7 que devastou a capital Porto Príncipe e matou milhares de pessoas, incluindo 17 brasileiros.
O ministro disse que as tropas brasileiras no país, cerca de 1.300, precisam de maior poder de ação para execução de obras no país caribenho. Ele não citou quais seriam outras atribuições que as tropas brasileiras ganhariam, mas disse que não há previsão para o envio de mais soldados ao Haiti --mesmo diante do anúncio de Washington de que enviará entre 9.000 e 10 mil militares para trabalhar na distribuição de medicamentos e na manutenção da ordem pública no país --uma tarefa que estava, até então, a cargo das tropas da ONU e sob o comando dos militares brasileiros.
"Se houver a mudança no mandato, a parte de engenharia terá muito mais atribuições", explicou Jobim. "O orçamento da Minustah é voltado para a segurança, e uma das alterações que vamos pedir na ONU é pela destinação de verbas para obras de engenharia. Queremos participar do processo de reconstrução."
Segundo previsões feitas pela CICV (Comitê Internacional da Cruz Vermelha) e pelo governo haitiano, entre 70% e 75% das edificações de Porto Príncipe foram destruídas pelo terremoto.
Comando
Jobim (Defesa) disse disse que, a despeito do envio de 10 mil militares americanos, o Brasil permanecerá no comando da missão de paz no Haiti.
Ele admitiu que as tropas americanas têm como princípio não aceitar ordens de outro país, mas ressaltou que um memorando firmado com os Estados Unidos reitera o Brasil no controle da missão de pacificação no Haiti.
"Nossas tropas seguem coordenando, embora os americanos não aceitem ser comandados por outro país. Isso foi definido no memorando. O Brasil mantém o controle", disse.
O ponto que mais irritou os brasileiros em relação à ação americana foi o controle do aeroporto de Porto Príncipe. Os EUA controlam o local desde quinta-feira --ontem o governo haitiano repassou oficialmente o controle aos americanos-- e desde então os pousos no local foram restringidos.
Devido ao problema, cinco aviões da FAB (Força Aérea Brasileira) que chegariam ontem ao Haiti com mantimentos não receberam autorização para pousar --três deles ficaram em Santo Domingo (República Dominicana), enquanto outros dois ficaram em Boa Vista (RR). Apenas hoje eles conseguiram chegar a Porto Príncipe.

Fora de casa, Botafogo supera o Rio Claro pelo Campeonato Paulista


Botafogo derrotou o Rio Claro por 3 a 1, neste sábado, pela primeira rodada do Campeonato Paulista-2010, no estádio Augusto Schimidt Filho, em Rio Claro.
Cássio abriu o placar para o time visitante aos 7min do segundo tempo. A vantagem foi ampliada aos 22min, com gol de André Neles. O Rio Claro diminuiu a diferença aos 32 min, com Edu Salles, mas o Botafogo fez o terceiro com Xuxa no final do jogo.
Na próxima rodada, o Botafogo encara o Ituano na terça-feira. No dia seguinte, o Rio Claro pega o Paulista.

Com gol de Fagner, Vasco derrota o Tigres no Estadual do Rio


Com um gol de Fagner aos 38min do primeiro tempo, o Vasco derrotou o Tigres do Brasil por 1 a 0, neste sábado, no estádio São Januário, em sua estreia no Estadual do Rio
O lance que decidiu o jogo foi curioso. Da intermediária, Fagner alçou a bola à área, o goleiro do Tigres saiu muito mal e não conseguiu fazer o corte. Assim, a bola foi parar no fundo das redes.
Na próxima rodada, a equipe cruzmaltina jogará contra o América na quarta-feira .

 

Entrega de alimentos por helicóptero causa tumulto em Porto Príncipe


Houve muito tumulto durante a entrega de kits alimentares por parte dos Estados Unidos a partir de um helicóptero, neste sábado, em Porto Príncipe. Conforme relato de um jornalista da agência de notícias France Presse, quando o helicóptero baixava em direção ao bairro de Delmas, onde cerca de 2.000 haitianos estão acampados desde o tremor de terça-feira (12), "centenas de crianças e jovens começaram a correr pelas ruas".
Um soldado que estava no helicóptero lançou algumas caixas pequenas, cada uma com uma dúzia de kits alimentares, sobre o teto de um edifício parcialmente desmoronado. "Centenas de pessoas correram para as caixas, em um tumulto indescritível", afirma a France Presse.
Ontem, a secretária de Estado americana, Hillary Clinton, já havia dito que os americanos não estavam conseguindo pousar os helicópteros antes de distribuir a comida porque os haitianos ocupavam os espaços antes que a aeronave tocasse o solo. O Departamento de Estado dos EUA, quando questionado sobre a possibilidade de enviar as ajudas com paraquedas, afirmou que isso seria "ainda mais perigoso".
O bairro onde o tumulto aconteceu, Delmas, é um dos mais afetados pelo forte terremoto, de magnitude 7, conforme a medição do Serviço Geológico dos EUA (USGS, na sigla em inglês), que deixou a capital haitiana virtualmente devastada.
Somente neste sábado, os EUA levaram ao Haiti cerca de 600 mil kits alimentares --pacotes com ração para um dia com 2.300 calorias--; e aparelhos purificadores de água que podem produzir cerca de 300 mil litros de água potável por dia.
Mais cedo, a porta-voz do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários (Ocha) da ONU, Elisabeth Byrs, disse que a tragédia no Haiti é "histórica". "Nunca antes na história das Nações Unidas nós enfrentamos um desastre deste tamanho. Não é comparável a nenhum outro", completou.

Federico Gambarini/Efe
Resgatistas da Holanda procuram sobreviventes entre os escombros, 
em Porto Príncipe; capital foi devastada
Resgatistas da Holanda procuram sobreviventes entre os escombros, em Porto Príncipe; capital foi devastada
Outras cidades
Enquanto ajuda humanitária de vários países inundam a capital, outras partes, onde também houve danos, estão esquecidas. Na cidade de Leogane, moradores organizaram um protesto para chamar atenção. À margem da principal rodovia da cidade foram abertas valas comuns, e uma terceira já está sendo preparada.
Segundo a ONU (Organização das Nações Unidas), além de Porto Príncipe e Leogane, as cidades de Gressier e de Carrefour também foram devastadas --nesta última, a destruição chega a 90%.
Mortes
Ainda não há um dado preciso sobre o número de mortos no terremoto. A Organização Pan-Americana de Saúde, ligada à ONU, diz que pode ter morrido cerca de 100 mil pessoas. Já o Cruz Vermelha estima o número de mortos entre 45 mil e 50 mil. Ontem, o governo do Haiti afirmou estimar em 140 mil o total de vítimas.
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, elevou na sexta-feira para 17 o número de brasileiros mortos no país. Destes, 14 eram militares que integravam a missão de paz da ONU no país, a Minustah, e mais três civis, entre eles a médica Zilda Arns e o chefe-adjunto civil da missão, Luiz Carlos da Costa.

Pancadas de chuva deixam SP em atenção para alagamentos


As pancadas de chuva que atingem São Paulo na noite deste sábado deixam toda a cidade em estado de atenção para alagamentos. As zonas norte e leste e a marginal Tietê já estavam em atenção.
Segundo o CGE (Centro de Gerenciamento de Emergências) da prefeitura, a chuva é mais forte na região de São Miguel Paulista, na zona leste, onde moradores sofrem com alagamentos desde o dezembro do ano passado.
Nas outras áreas a intensidade é moderada. A escala usada pelo CGE passa por observação, atenção, alerta e alerta máximo.
No início da tarde a chuva começou na zona norte e passou pelas zonas oeste, sul e pela região central. Segundo o CGE, elas são provocadas pela passagem de uma frente fria pelo Estado nesta sexta-feira (15). Ela aumentou a nebulosidade, que, aliada ao aumento da temperatura neste sábado, deixou o tempo abafado e provocou as chuvas.
Durante a chuva, a CET (Companhia de Engenharia de Tráfego) registrou somente um ponto de alagamento, transitável, na avenida 23 de Maio, sentido aeroporto, próximo ao viaduto General Euclides Figueiredo

Haitianos cobram recolhimento de corpos fora da capital

Barricadas de pneus incendiados, escombros e ao menos quatro corpos bloqueavam a estrada principal que liga a capital do Haiti à cidade de Carrefour, neste sábado, enquanto as pessoas protestavam exigindo a remoção dos corpos que apodrecem ao sol. "Já foram retirados alguns corpos, mas há muitos, muitos mais", indicou o sacerdote vodu Charles Weber, 52, em meio à multidão de cerca de 40 manifestantes que se concentravam nas imediações da barreira improvisada em chamas.
Enquanto Weber falava, uma viatura policial da combalida Força Nacional haitiana foi obrigada a dar meia volta rapidamente para evitar a ira dos moradores.
Funcionários das Nações Unidas advertem que não podem estender suas operações às áreas próximas até que haja garantias de segurança. As Nações Unidas e outras agências internacionais de ajuda concentram suas atividades de assistência no centro de Porto Príncipe.
Uma equipe da ONU (Organização das Nações Unidas) indicou neste sábado que Carrefour, uma pobre cidade a oeste de Porto Príncipe, com 334 mil habitantes, tinha sido destruída em 40% a 50% pelo tremor de magnitude 7 de terça-feira passada (12). Dano similar aconteceu na cidade de Gressier, com 25 mil habitantes.
Quase 90% das construções da cidade vizinha de Leogane, também na mesma direção, estavam danificadas pelo terremoto. Leogane, a área "mais afetada" fora da capital, segundo Elisabeth Byrs, porta-voz da Agência de Coordenação de Assuntos Humanitários da ONU, é atualmente o túmulo de cerca de 10 mil pessoas, muitas delas presas dentro das construções que desabaram.
A ONU ativou um centro de operações no aeroporto central de Porto Príncipe para coordenar as equipes de busca e resgate de 27 países.
Tragédia
O terremoto aconteceu às 16h53 desta terça-feira (19h53 no horário de Brasília) e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do país.
Ainda não há um dado preciso sobre o número de mortos. A Organização Pan-americana de Saúde, ligada à ONU, diz que pode ter morrido cerca de 100 mil pessoas. Já o Cruz Vermelha estima o número de mortos entre 45 mil e 50 mil. Nesta sexta-feira, governo do Haiti afirmou estimar em 140 mil o total de vítimas.
O ministro da Defesa, Nelson Jobim, elevou na sexta-feira para 17 o número de brasileiros mortos no país --14 militares e mais três civis, entre eles a médica Zilda Arns e o chefe-adjunto civil da missão da ONU no Haiti, Luiz Carlos da Costa.

FUTEBOL


Palmeiras goleia Mogi Mirim por 5 a 1 na estreia no Paulistão

 SÃO PAULO -  O Palmeiras mostrou força em sua primeira partida no Campeonato Paulista. No Palestra Itália, a equipe alviverde goleou o Mogi Mirim por 5 a 1 (dois de Diego Souza) e deixou o gramado sob aplausos. Este foi o reencontro do clube com sua torcida após a perda do título do Brasileirão 2009.


Sem a presença de Vágner Love, que foi para o Flamengo, o ataque contou com Diego Souza e Robert - e não decepcionou. Cleiton Xavier também teve uma boa atuação e foi fundamental para a goleada. O zagueiro Léo estreou com gol e o volante Márcio Araújo atuou bem na marcação.

Apesar do placar elástico, o Palmeiras apresentou alguns problemas de entrosamento, natural para o início de temporada. A fragilidade do adversário, no entanto, contribuiu para que a equipe conseguisse desempenhar um belo futebol. O primeiro gol foi marcado aos 30 minutos do primeiro tempo, com Diego Souza, que aproveitou bola aérea de Cleiton Xavier para cabecear.

A jogada aérea faz parte do estilo do técnico Muricy Ramalho. Esta deve ser uma das características na temporada. O treinador, porém, ainda espera pela contratação de mais um homem de área para ter uma opção melhor nesse fundamento - a diretoria ainda não desistiu de Kléber, do Cruzeiro, e de Marcelo Moreno, atualmente no Werder.

O segundo gol surgiu através da velocidade. O Mogi perdeu Baraka expulso pelo segundo amarelo aos 37 minutos. O time ficou com um buraco no meio campo. Aos 44, Márcio Araújo encontrou Cleiton Xavier dentro da área. O camisa 10 cruzou rasteiro e Léo aproveitou para bater forte e marcar seu primeiro gol pelo clube.

O Palmeiras só bobeou no começo da etapa final. Aos 12 minutos, o atacante Zulu teve boa chance de marcar, mas parou nas mãos de Marcos. Na jogada seguinte, o goleiro alviverde não conseguiu impedir o gol. O atacante Geovane apareceu livre e cabeceou para as redes após cruzamento de Ricardo Oliveira pela direita.

Apesar do gol, o Mogi não ofereceu muitas resistências. O Palmeiras ampliou aos 17 minutos. A jogada começou numa cobrança de falta de Cleiton Xavier, que acertou o travessão. A bola ainda bateu na cabeça do goleiro e subiu. Robert pegou o rebote e também de cabeça marcou o terceiro do alviverde no jogo.


Palmeiras
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Eleito melhor jogador do último Brasileirão, Diego Souza voltou a brilhar e marcou o seu segundo na partida. Aos 22 minutos, o atacante recebeu dentro da área, deu um belo drible em Niel e bateu no canto direito de Alex Alves. "É sempre bom começar com vitória, principalmente marcando gols. Foi uma bela atuação da equipe", disse Diego Souza.

Foi também de Diego Souza a jogada do quinto gol. O meia tentou o drible na área e caiu. Na sequência, o zagueiro Flávio Boaventura agarrou o pescoço do atacante e impediu que ele levantasse: pênalti. Cleiton Xavier fez a cobrança e guardou a bola no canto direito de Alex Alves aos 31 minutos.

O Palmeiras teve a chance de marcar mais, mas pecou nas finalizações. O torcedor, entretanto, gostou da atuação e aplaudiu o time com entusiasmo. Pelo Paulistão, o time alviverde volta a campo na próxima quinta-feira para enfrentar o Barueri, às 21 horas, em Presidente Prudente.

Zina do Pânico é preso novamente em São Paulo


SÃO PAULO - Marcos da Silva Herédia, de 27 anos, o Zina do programa "Pânico na TV", da Rede TV!, foi preso novamente no início da tarde deste sábado, 16, na região do Jaraguá, zona norte de São Paulo. Segundo a Polícia Militar, ele teria disparado tiros para o alto em uma mata nas imediações da Rua Capela do Socorro.
Testemunhas fizeram uma denúncia anônima avisando que um homem, possivelmente o integrante do programa humorístico, estava efetuando os disparos. Em um patrulhamento, policiais da 2ª Companhia do 18º Batalhão da PM encontraram Zina, por volta do meio-dia. Ele portava um revólver calibre 38. A arma seria fria e teria a numeração raspada.
Conforme os PMs, Zina não ofereceu resistência à prisão. Ele foi encaminhado ao 72º Distrito Policial (Vila Penteado). O integrante do Pânico já havia sido preso em 28 de outubro do ano passado, com um pino de cocaína, também na Rua Capela da Lagoa. Na ocasião, foi registrado um termo circunstanciado na delegacia, já que a quantidade de droga apreendida o classificava como usuário.

Governo diz que 6.000 presos fugiram após terremoto; desespero aumenta no Haiti

Um total de 6.000 presos fugiram das penitenciárias do Haiti, que ficaram parcialmente destruídas e sem vigilância após o terremoto da última terça-feira, que provocou milhares de mortes.
  • Arte UOL Nome oficial: República do Haiti
    Capital: Porto Príncipe
    População: 9.035.536
    Idiomas: francês e francês crioulo
    Religião: católica, protestante,afro-americanas
    Etnias: negros (95%), mulatos e brancos (5%)
    IDH (Índice de Desenvolvimento Humano): 148º
    Tipo de governo: república presidencialista
    Divisão administrativa: o país é dividido em 10 departamentos


Quatro dias depois, o desespero e a revolta aumentam no Haiti, após o terremoto que destruiu Porto Príncipe, onde saqueadores armados levam terror às ruas, enquanto as autoridades criticam problemas de coordenação para a distribuição de ajuda humanitária.

Ao mesmo tempo que funcionários da ONU pedem mais ajuda, os saques não param e acontecem confrontos violentos nos postos de distribuição de ajuda.

"Há homens armados, muitos saques", afirma Eglide Victor. A casa precária deste haitiano foi a única que permaneceu de pé em todo um quarteirão no centro de Porto Príncipe.

Os números de mortos e prejuízos ainda são desencontrados. Segundo o ministro haitiano de Saúde, Alex Larsen, pelo menos 50 mil pessoas morreram e 250 mil ficaram feridas no terremoto. Segundo as primeiras estimativas da direção de Defesa Civil, de 750 mil a 1 milhão de pessoas ficaram sem moradia.

O primeiro-ministro haitiano, Jean-Max Bellerive, disse que mais de 15 mil corpos já foram recolhidos e enterrados. Segundo a Organização Pan-Americana de Saúde (PAHO, na sigla em inglês), da ONU, o total de mortos pode ter deixado entre 50 mil e 100 mil mortos. Já a Cruz Vermelha havia estimado o total entre 45 mil e 50 mil. O ministro de Interior, Paul Antoine Bien-Aime, disse esperar que o número de mortos alcance 200 mil. "Já coletamos cerca de 50 mil corpos e esperamos que haverá entre 100 mil e 200 mil, no total, embora ainda não saibamos o número exato", disse na sexta-feira (15).

Entre os brasileiros, o Exército confirma a morte de 14 militares da Minustah, a missão de paz da ONU no país liderada pelo Brasil. Outros quatro estão desaparecidos sob escombros, conforme informações oficiais, além do representante especial adjunto da ONU no Haiti, o brasileiro Luiz Carlos da Costa, que estaria soterrado e cuja morte foi dada como certa pelo ministro da Defesa brasileiro, Nelson Jobim.

A lista de vítimas brasileiras inclui também a médica e fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns.

Prioridades
O ministro da Saúde indicou que o governo já estabeleceu os eixos prioritários de intervenção para enfrentar a tragédia: a saúde pública, a ajuda humanitária, os albergues provisórios, a logística para fornecer água e saneamento, assim como a reconstrução.

Os feridos estão morrendo nos hospitais, que estão completamente transbordados, por falta de auxílio, de remédios e até de comida. "Os que não morrem por seus ferimentos, morrem de fome", disse à agência Efe o diretor do Hospital Geral, Guy Laroche. O hospital, que é o maior da capital, tem 2.000 corpos em suas instalações e um número de feridos "que já não posso nem contar", indicou Laroche.

"Vi morrer feridos que precisavam de amputação entre gritos desesperadores, sem poder fazer nada porque não tinha material nem de amputação nem sangue para transfusões", disse Genevieve Reynold Savain, proprietária da clínica privada CDTI, no bairro de Sacré Coeur.

Motorista sem carteira de habilitação perde controle de veículo e invade casa em Madureira




Permanece em estado grave no Hospital Getúlio Vargas, na Penha, o jovem Antônio Barros de Oliveira, de 20 anos, motorista de um Fiat Elba, que colidiu violentamente contra o muro de uma casa na rua Ângelo Dantas, em Madureira. Com o impacto da batida, o veículo invadiu a cozinha da residência. Segundo a polícia, Antônio não possui permissão para dirigir. Os outros ocupantes do veículo, Michel Silva Menezes, 26 anos, e Alexander Ferreira Maia, de 20, foram encaminhados para o Hospital Salgado Filho, no Méier. Michel fraturou um dos braços e teve dois dedos de uma das mãos esmagados.

Angola

Cabinda: “Vive-se um clima de medo” 


Prisões e repressão da polícia e das Forças Armadas contra as populações são queixas que chegam de Cabinda, uma semana depois do ataque da FLEC ao autocarro da selecção do Togo.
Raul Danda, deputado da Assembleia Nacional Angolana e vice-presidente da Comissão Parlamentar de Direitos Humanos, relata à Renascença um clima de medo em Cabinda.
“Prenderam já três pessoas ficamos com receios de que sejam presas mais”, afirma.
O Procurador-geral do enclave, António Nito, diz, por seu lado, à agência Reuters que foram detidas duas pessoas relacionadas com o ataque.
Luanda pediu a emissão de mandados internacionais de detenção contra os líderes da FLEC no exílio e ainda auxilio militar à República Democrática do Congo e à República do Congo na perseguição aos rebeldes independentistas da FLEC.

Terremoto no Haiti é 'pior desastre' da história da ONU


Uma porta-voz da Organização das Nações Unidas (ONU) afirmou, neste sábado, em Genebra, que o terremoto no Haiti é o pior desastre que a ONU já enfrentou em sua história.
“Esse é um desastre histórico. Nós nunca fomos confrontados com esse tipo de desastre na memória da ONU. É como nenhum outro”, disse Elisabeth Byrs, porta-voz do Escritório de Coordenação de Assuntos Humanitários da Organização.
De acordo com ela, a dificuldade ser deve aos problemas de logística por conta do colapso do governo local e da completa destruição da infraestrutura – o aeroporto está saturado, as ruas bloqueadas, os hospitais têm poucos ou nenhum médico e poucas construções suportaram os tremores.
Byrs comparou o desastre com o tsunami que atingiu a Indonésia em 2004 e afirmou que a situação em Porto Príncipe é “tão ruim quanto ou pior”..
“O desastre é enorme e tão enorme quanto foi o tsunami, talvez pior porque todo o país foi decapitado, os prédios do governo desmoronaram e nós não temos o apoio da infraestrutura local. Na Indonésia nós tínhamos pelo menos o apoio de algumas autoridades locais”, disse.
Na sexta-feira, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, lançou um apelo à comunidade internacional para arrecadar US$ 550 milhões para ajudar ao Haiti.
Ban deve chegar ao Haiti no domingo para acompanhar os esforços humanitários em Porto Príncipe.
Clique Leia na BBC Brasil: Ajuda começa a chegar em meio ao caos no Haiti
A porta-voz do Programa Mundial de Alimentos da ONU no Haiti, Myrta Kaulard, disse que a agência espera atender cerca de 40 mil pessoas.
Apesar disso, Kaulard disse reconhecer que cerca de 1 milhão precisam de ajuda em Porto Príncipe. Segundo ela, a situação de segurança é "estável" na capital haitiana.
EUA
Neste sábado, o presidente dos Estados Unidos, Barack Obama, também lançou um apelo pedindo que os americanos “façam sua parte”.
Ao lado dos ex-presidentes George W.Bush e Bill Clinton, Obama disse que o país estava lançando um dos maiores esforços de ajuda humanitária da história.
Obama anunciou Clinton e Bush liderarão os esforços para arrecadar fundos para ajudar o Haiti.
“Os presidentes Bush e Clinton ajudarão o povo americano a fazer a sua parte. Porque responder ao desastre deve ser um trabalho de todos nós”, afimrou.
“Nos próximos dias, eles pedirão que todos que façam o que puderem – indivíduos, corporações, ONGs e instituições”, disse.
A secretária de Estado americana, Hillary Clinton, chega ao Haiti ainda neste sábado para avaliar os estragos e demonstrar ao povo haitiano a “solidariedade e apoio” dos EUA. Clinton deve se encontrar com o presidente haitiano, René Préval, e outras autoridades americanas que já se encontram em Porto Príncipe.
Devastação
Neste sábado, o ministério do Interior do Haiti afirmou que o governo já havia coletado 50 mil corpos. Esse número não inclui os corpos recolhidos pelas agências internacionais que trabalham em Porto Príncipe.
“Nós já recolhemos cerca de 50 mil corpos. Nós antecipamos que teremos entre 100 mil e 200 mil mortos no total, mas nunca saberemos o número exato”, disse o ministro do Interior, Paul Antoine Bien-Aime, à agência Reuters.
Já o primeiro-ministro haitiano, Jean-Max Bellerive, afirmou à agência de notícias Associated Press que “um total final de mortos de 100 mil parece ser o mínimo”.
A ONU estima que cerca de 300 mil pessoas ficaram desabrigadas devido ao terremoto.
Agências ligadas à organização acreditam que 3,5 milhões de pessoas no país estão dependendo de ajuda humanitária para sobreviver.
A organização afirma que uma em cada dez casas da capital, Porto Príncipe, foi destruída pelo terremoto de magnitude 7.
Já o Comitê Internacional da Cruz Vermelha sugere que cerca de 70% dos edifícios de Porto Príncipe foram destruídos no terremoto que abalou o Haiti.

sexta-feira, 15 de janeiro de 2010

Lula diz que investigar torturadores não significa "caça às bruxas"

Rio de Janeiro, 15 jan (EFE).- O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou hoje que sua decisão de criar a Comissão Nacional da Verdade para investigar as torturas durante a ditadura militar (1964-1985) não pretende ser uma "caça às bruxas" e acrescentou que o país não pode ter medo de buscar a verdade.

O chefe de Estado respondeu assim, em entrevista que concedeu à rede de televisão "Mirante", à polêmica suscitada pelo Programa Nacional de Direitos Humanos que aprovou em dezembro passado e que levou os comandantes das Forças Armadas a ameaçarem renunciar a seus cargos.

"O que está gerando polêmica (no Programa Nacional de Direitos Humanos) é a Comissão da Verdade, mas neste país ninguém pode ter medo que busquemos a verdade na história do Brasil", afirmou.

Essa busca da verdade pode ser feita "da forma tranquila e pacífica, tal como estamos fazendo", assegurou o presidente.

"Não se trata de caça às bruxas. Significa apenas que as 140 pessoas que ainda não encontraram seus familiares desaparecidos tenham o direito de encontrar os corpos e de enterrá-los", acrescentou.

O descontentamento dos militares obrigou o governante a modificar o projeto de lei antes de enviá-lo na quarta-feira ao Congresso para criar a Comissão da Verdade a fim de esclarecer que o objetivo será investigar as violações dos direitos humanos durante "conflitos políticos", após evitar o termo "repressão política".

A comissão também investigará as violações de direitos humanos supostamente cometidas pelos guerrilheiros que enfrentaram o regime militar.

A decisão que também sejam investigados os opositores da ditadura foi tomada em reunião que o líder teve na quarta-feira com os ministros da Defesa, Nelson Jobim, e da Secretaria Especial dos Direitos Humanos, Paulo Vannuchi, que tinham trocado críticas por suas divergências a respeito do projeto.

Sem patrocínio, Santos confirma que vai exibir logomarca de ONG ambiental

Conforme o UOL Esporte adiantou na semana passada, o Santos vai estampar na sua camisa a logomarca da ONG WWF Brasil, uma organização internacional e não-governamental de preservação ambiental. A estreia do uniforme será neste domingo, no jogo contra o Rio Branco, no Pacaembu, na primeira rodada do Campeonato Paulista.
O Santos não vai receber nada para estampar a logomarca, pois trata-se de um marketing diferenciado, que serve para ajudar organizações desse tipo. Assim que o Santos fechar com um patrocinador, a logomarca da WWF deixará a camisa santista.
O acordo foi intermediado por Álvaro de Souza, que é assessor especial do novo presidente santista e também conselheiro da ONG. Antes de fechar com o Santos, a ONG teria procurado outros clubes, como Corinthians, mas não teve sucesso.
“É a primeira vez que a gente faz uma parceria mais consistente com um clube. Já ouve outros contatos, mas não houve acerto. É importante, pois causa uma mobilização maior e comunicação direta para questões ambientais como água doce, mudanças climáticas e aquecimento global”, afirmou João Gonçalves, coordenador de assuntos especiais da Ong.
Atrás de um patrocinador mais forte que o do ano passado, o Santos ainda não acertou contrato com nenhuma empresa. O presidente Luis Álvaro de Oliveira Ribeiro chegou a dizer durante sua campanha que, se fosse necessário, jogaria algumas partidas sem patrocinador até que achasse alguma empresa interessada em pagar o desejado pelo clube.gifs diferenciados

Chuva deixa Rio em atenção, causa alagamentos e prejudica o trânsito


Na tarde desta sexta, o trânsito ainda era ruim na avenida Brasil, onde há bolsões d'água. Na zona portuária, na altura do Caju, há um alagamento que atinge quatro pistas.


Em Benfica, no subúrbio, há pontos de alagamentos nas pistas central e lateral da avenida Brasil no sentido zona oeste. O mesmo ocorre nas imediações de Manguinhos e na Vila do João, no conjunto de favelas da Maré, em Bonsucesso. Um bolsão de água toma conta da pista central perto do Parque União, em Bonsucesso, enquanto que em Ramos há imensas poças nas quatro pistas.


O trânsito está lento nas principais vias de Botafogo e no Jardim Botânico, na zona sul, assim como na Tijuca, na zona norte, e no centro da cidade.


A chuva deixou o mar revolto, mas cariocas e turistas não abandonaram as praias da zona sul. Segundo a Defesa Civil, não há registro de chamados graves no Rio nem na Baixada Fluminense.


De acordo com balanço da Defesa Civil, entre a noite de ontem e madrugada de hoje foram registradas cerca de 50 ocorrências devido às chuvas, todas sem gravidade. A maior parte da solicitações foi para bairros da zona norte da cidade.


Mais chuva


Segundo previsão da prefeitura, hoje ainda podem ocorrer chuvas com intensidade entre moderada e forte em toda a cidade.


De acordo com o Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), novas pancadas podem ocorrer também no no fim de semana. O céu deve permanecer nublado.


Energia


Segundo a Light, equipes ainda trabalham para restabelecer o fornecimento de energia em trechos de Belford Roxo e em áreas do Rio, como Caju, Vigário Geral e em Inhaúma.


Em nota, a empresa informou que equipes também atendem eventuais ocorrências de baixa tensão (que vão desde um cliente individual até o trecho de uma rua) nos bairros de Cascadura, Irajá, Tijuca, São Cristóvão e Ilha do Governador.

Vaticano envia mensagem de pesar a dom Paulo, irmão de Zilda Arns


O Vaticano enviou mensagem de condolências a dom Paulo Evaristo Arns, cardeal emérito de São Paulo e irmão da médica Zilda Arns, fundadora e coordenadora internacional da Pastoral da Criança, morta no terremoto de terça-feira (12) em Porto Príncipe, capital haitiana.


Por motivo de saúde, dom Paulo Evaristo não participa do velório da irmã, que está sendo realizado em Curitiba, no Palácio das Araucárias, sede do governo paranaense.


A notícia de que umas das milhares de vítimas do terremoto era a médica Zilda Arns, que estava em missão em Porto Príncipe, foi recebida com "viva dor" no Vaticano, diz a nota da Santa Sé, assinada pelo cardeal dom Giovanni Battista, um dos principais assessores do papa Bento XVI. O texto destaca que a médica foi morta quando se empenhava na difusão da Pastoral da Criança no país caribenho, que sofre tanto com a pobreza quanto com a violência.

Na mensagem, o Vaticano expressa pesar a dom Paulo, à família e a todo o corpo de voluntários da Pastoral da Criança e manifesta a certeza de que "a obra generosa da doutora Zilda, inspirada e sustentada nos mais altos valores do Evangelho, continuará a dar frutos para inúmeras crianças e idosos espalhados por tantas regiões pobres do mundo".