Maracanã inaugura estátua de Zico (VÍDEO + FOTOS) |
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- Vi a estátua um pouco antes, aprovei totalmente e estava junto com o Abel tentando lembrar qual tinha sido o lance que o inspirou. Parece com um gol que marquei contra a Nova Zelândia na Copa de 82, mas ele me garantiu que foi com a camisa do Flamengo. Está linda e pegou perfeitamente o movimento- comentou o Galinho. Antes de levantar o pano branco que cobria a obra, Zico emocionou-se. Destacou a presença da família, mas lamentou que seu irmão mais velho, Zeca, e seus pais Antunes e Matilde - já falecidos- não estivessem ali. |
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
Zico lamenta a morte de Linda, a prima que sugeriu seu apelido
- É uma pena no meio de tanta festa aqui nessa virada de ano na Grécia com Sandra, meus filhos e o Felipe, receber uma notícia triste como essa para a nossa família. Estou distante junto com o Edu, mas meus irmãos Nando, Tunico e Zezé nos passaram as informações e estão nos representando no Rio de Janeiro.
Sempre tivemos muito carinho por ela, que era muito ligada a gente na nossa infância em Quintino. Como meu pai era arrimo de família, acabou ajudando a cuidar de seus irmãos e dos filhos deles, assim como a Linda. E ela passou a fazer parte especificamente da minha história porque foi a responsável pelo apelido que virou a minha marca. Linda sempre ouvia todos me chamando de vários apelidos: Arthurzinho, Arthurzico, Tuzico e outras variações, até que sugeriu ao meu pai que adotasse Zico definitivamente.
Quero deixar aqui a lembrança dessa história importante para mim, o carinho pela Linda e mandar força aos nossos parentes. Que ela descanse em paz, olhe pela gente lá em cima com a mesma atenção que olhou por mim ao sugerir o meu apelido. Obrigado, Linda, que você fique com Deus!- declarou Zico.
Haiti ‘vai precisar de US$ 2 bi anuais até 2015’
O presidente da República Dominicana, Leonel Fernandez, afirmou, nesta segunda que serão necessários US$ 10 bilhões nos próximos cinco anos para reconstruir o Haiti após o terremoto que devastou o país na última terça-feira.
“Vimos que o Haiti talvez precise de US$ 2 bilhões por ano. E estamos falando de um plano de cinco anos de cerca de US$10 bi”, disse Fernandez no primeiro encontro internacional para avaliar a reconstrução do país realizado em Santo Domingo.Segundo Fernandez, um comitê deve ser criado para identificar os fundos para a reconstrução do país
Além de Fernandez, a reunião contou ainda com a presença do presidente do Haiti, René Préval, e de representantes do Brasil, Estados Unidos, Canadá, Espanha e de outros países da América Latina e do Caribe.
Préval agradeceu a ajuda internacional e afirmou que o país deve cuidar de sua própria recuperação.
“A reconstrução do Haiti não começará de fora para dentro”, disse. “O que precisamos no Haiti é de estabilidade política, de reforçar nossas instituições democráticas, que é a principal condição para estabilidade”.
Préval também fez um apelo para que os líderes de outros países não esqueçam dos projetos de desenvolvimento que já estavam em vigor antes do terremoto.
“O Haiti já estava em uma situação difícil antes do terremoto”, afirmou o presidente.
OEA e Europa
No mesmo encontro, o secretário-geral da Organização dos Estados Americanos (OEA), José Miguel Insulza, afirmou que a costa sul da República Dominicana deve servir como uma base para operações de emergência.
“A ajuda deve chegar mais rápido do que está chegando ao povo haitiano, apesar da ajuda estar chegando e de que todo mundo está fazendo o que pode”,disse.
A vice-presidente da Espanha, Maria Teresa Fernandez de la Veja, anunciou, durante o encontro, “apoio logístico, apoio aéreo, a maioria dos helicópteros, grupos de engenheiros e gurpos de apoio terrestres para ajudar na segurança”.
Ainda nesta segunda-feira, a União Europeia anunciou que enviará um total de 429 milhões de euros (o equivalente a mais de R$ 1 bilhão) em ajuda de curto e longo prazo ao Haiti, onde milhares de pessoas perderam a vida em consequência do terremoto que destruiu a capital, Porto Príncipe, na semana passada.
A decisão foi anunciada pela Alta Representante para a Política Exterior da UE, Catherine Ashton, ao final de uma reunião extraordinária sobre o tema com os ministros europeus de Desenvolvimento.
Do total, 122 milhões de euros serão gastos em ajuda humanitária urgente, 107 milhões de euros serão destinados à reparação imediata das infraestruturas básicas do país e outros 200 milhões de euros serão colocados "à disposição" do governo haitiano para a reconstrução do país a longo prazo.
Com essa iniciativa, a UE supera o montante de ajuda oferecido ao país caribenho pelos Estados Unidos, pelo Banco Mundial e pelo Fundo Monetário Internacional (FMI), que anunciaram na semana passada o envio de cerca de 70 milhões de euros cada.
Risco à saúde de corpos em decomposição é exagerado, dizem especialistas
A crença de que cadáveres de vítimas de desastres naturais podem espalhar doenças é exagerada, segundo especialistas em saúde pública entrevistados pela BBC.
Uma pesquisa recente, realizada pelo sanitarista Oliver Morgan, da Escola de Higiene e Medicina Tropical da Universidade de Londres, mostra que cadáveres encontrados após desastres naturais não são uma ameaça à saúde pública."No momento de sua morte, essas pessoas deveriam estar, em sua maioria, sadias", explicou o professor de saúde pública e ajuda humanitária Egbert Sondorp, da mesma escola. "O que é preciso é um cuidado ao manusear estes corpos, tomar precauções. Mas eles não representam um risco."
Nicholas Young, diretor-executivo da Cruz Vermelha Britânica e membro do Disasters Emergency Committee, concorda: "Há um mito de que os corpos têm que ser enterrados rapidamente, o que frequentemente leva a eles serem colocados em valas comuns sem nenhum tipo de identificação".
"Isso torna impossível o luto pelos familiares. E impossível saber quantas pessoas morreram. É uma pena, porque o risco é absolutamente mínimo, a menos que já existam doenças na população", afirmou. "Ou seja, isso é um erro e um desperdício de recursos."
Manual
No ano passado, o braço panamericano da Organização Mundial de Saúde (OMS) desenvolveu um manual destinado a pessoas que atuam nos serviços de resgate de corpos após catástrofes naturais, e que destaca que "são os sobreviventes que tendem a ser fontes de infecções".
O documento foi elaborado depois que grandes desastres como o tsunami na Ásia, em 2004, e o furacão Katrina nos Estados Unidos, em 2005, fizeram a entidade ver que faltavam informações sobre como os profissionais e os voluntários deveriam agir.
Segundo o documento, doenças como tuberculose, hepatite B e C e diarreia provocada por bactérias podem se manter ativas em um corpo durante pelo menos dois dias, enquanto o vírus HIV, causador da Aids, sobrevive por pelo menos seis dias.
Por isso, o guia ensina como realizar o resgate de um corpo, como identificá-lo, mantê-lo e finalmente enterrá-lo, ao mesmo tempo em que alerta como se deve ajudar os familiares a lidarem com aquela morte.
Uma das recomendações é realizar um enterro temporário, caso necessário.
O manual diz também que não se deve utilizar substâncias químicas para tentar "desinfetar" os corpos, pois elas não têm efeito e dificultam ainda mais a identificação.
Razões
Segundo o professor Sondorp, há várias razões para que as autoridades prefiram enterrar os cadáveres rapidamente.
Uma delas é o cheiro. "Um corpo em decomposição cheira mal, e é psicologicamente desagradável ter cadáveres nessas condições à sua volta. Além disso, você não quer que esses corpos sejam comidos por cães ou por vermes", explicou o especialista.
Outra razão é a tradição. Em religiões como o islamismo e o judaísmo, os mortos são enterrados em 24 horas.
Por fim, a ausência de organizações governamentais ou não governamentais da área de saúde pública no momento da catástrofe, como foi o caso do Haiti, na semana passada, colabora para que se mantenha a recomendação antiga de se enterrar os corpos rapidamente.
Até agora, até 70 mil corpos foram enterrados em valas comuns no Haiti, após o terremoto que atingiu o país na última terça-feira.
Mãe que ajudou filha a cometer suicídio é julgada na Inglaterra
Uma britânica que ajudou sua filha a cometer suicídio em dezembro de 2008 está sendo julgada na Inglaterra.
Bridget Kathleen Gilderdale, mãe de Lynn Gilderdale, confessou ter aplicado morfina e outros medicamentos para ajudar sua filha de 31 anos a se matar. Porém, ela negou a acusação de tentativa de assassinato pela qual é processada.Lynn sofria desde os 14 anos de esclerose múltipla e não conseguia mais sair da cama, nem alimentar-se sozinha. Por isso, desejava o suicídio desde 2005.
Suicídio assistido
No tribunal foi revelado que, no mesmo de dezembro, em 2008, Lynn tinha tentado o suicídio injetando em si mesma uma dose extra de morfina, mas não morreu.
Ela pediu, então, ajuda à sua mãe, que tentou, por cerca de uma hora, dissuadir a filha de tirar sua própria vida. Ao perceber que ela estava determinada, Bridget decidiu ajudá-la.
Primeiramente, a mãe entregou mais duas seringas de morfina para que a filha aplicasse em si mesma. Também não foi suficiente.
Bridget então administrou em Lynn pelo tubo de alimentação uma série de comprimidos antidepressivos e soníferos esmagados.
Bridget Gilderdale passou 30 horas assistindo a filha no suicídio
Na madrugada do dia seguinte, quando Lynn ainda respirava, Bridget aplicou mais algumas doses de morfina e três seringas de ar em suas veias.
Desesperada por ver que a filha continuava viva, ela ligou para uma organização de defesa e de apoio ao suicídio assistido. Seguindo orientação da entidade, a mãe deu mais oito comprimidos para a filha.
Às 7h10 da manhã do dia 4 de dezembro, Lynn Gilderdale finalmente morreu.
O julgamento
Bridget Gilderdale não foi acusada de homicídio porque os exames toxicológicos não conseguiram definir se Lynn morreu por causa da autoaplicação de morfina ou por causa dos remédios administrados posteriormente por sua mãe.
A promotoria declarou não haver dúvidas de que Gilderdale era “uma mãe amorosa, zelosa e extremamente devotada”.
No entanto, a promotora Sally Howes disse ao júri: “Não é sua tarefa julgar os motivos ou a moral, ou escolher com quem se simpatizam. Sua obrigação é decidir se as ações de Gilderdale fugiram do que a lei permite”.
O julgamento prossegue.
A doença
Lynn foi diagnosticada com esclerose múltipla, uma doença neurológica crônica e degenerativa, quando tinha 14 anos de idade.
Os sintomas apareceram depois que ela recebeu uma dose da vacina BCG, aplicada para prevenir tuberculose. Quatro meses depois, ela perdeu o movimento abaixo da linha da cintura.
Com o tempo, a menina perdeu a capacidade de alimentar-se sozinha e de sair da cama. Lynn passou a se comunicar por sinais e a receber doses diárias de 100mg de morfina.
O médico da família, Jane Woodgate, disse que sua paciente desejava o suicídio desde 2005, quando um procedimento cirúrgico quase a matou.
Em um testamento, em que pedia para não mais ser ressuscitada, ela declarou: “Eu quero que entendam que eu temo muito mais a degeneração e a indignidade do que a morte”.
EUA começam a entregar ajuda ao Haiti pelo ar
Cerca de 14 mil refeições prontas e 15 mil litros de água potável foram jogados de um avião militar americano C-17 sobre uma área segura ao noroeste de Porto Príncipe, segundo afirmou uma porta-voz militar.
As autoridades militares americanas estão agora avaliando a possibilidade de ampliar a entrega de ajuda por via aérea para outras regiões do Haiti.
Na semana passada, o secretário da Defesa dos Estados Unidos, Robert Gates, havia descartado a possibilidade de jogar alimentos a partir de aeronaves, alegando que, sem um esquema de distribuição da ajuda em solo, isso poderia criar ainda mais problemas, como brigas e tumultos.
Reabertura do porto
Espera-se que a reabertura futura do porto da capital haitiana, danificado pelo terremoto, possa facilitar a distribuição da ajuda humanitária ao país.
Nesta segunda-feira, 2.200 marines americanos desembarcaram no Haiti, juntamente com equipamentos para remoção de escombros, suprimentos médicos e helicópteros.
Segundo a Casa Branca, mais de 11 mil militares americanos estão já em solo no Haiti, em navios na costa do país ou a caminho.
Militares americanos e da Minustah, as forças de paz da ONU lideradas pelo Brasil, estão auxiliando a distribuição de ajuda e protegendo locais visados por saqueadores.
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-Moon, recomendou ao Conselho de Segurança a incorporação de 1.500 novos policiais e 2.000 soldados à força de paz da organização, que já contava com 9.000 homens.
Calma
Apesar dos relatos de episódios de violência e de crescentes casos de saques em meio ao desespero dos haitianos pela demora na chegada de ajuda, o subsecretário-geral da ONU para Assuntos Humanitários, John Holmes, afirmou que a situação geral é de calma.
O comandante das forças americanas no Haiti, general Ken Keen, disse que há agora menos violência em Porto Príncipe do que antes do terremoto.
"As pessoas que moram e trabalham aqui no Haiti, que estão aqui há anos - tanto na nossa própria embaixada quanto na comunidade internacional, assim como nas forças da Minustah - me dizem que o nível da violência que vemos agora está abaixo dos níveis pré-terremoto", disse Keen.
"Ainda assim, qualquer incidente de violência atrapalha nossa capacidade de dar assistência humanitária", afirmou.
Keen disse no domingo que até 200 mil pessoas podem ter morrido no desastre.
A entrega de ajuda no centro de Porto Príncipe está se tornando mais difícil, segundo o correspondente da BBC na cidade David Loyn, por causa da crescente irritação dos haitianos com a demora.
Segundo Loyn, os caminhões para o transporte de suprimentos de ajuda têm necessitado de acompanhamento militar para trafegar pela cidade.
Frustração
O comandante Walter Matthews, da Marinha americana, disse à BBC que entendia a frustração entre os haitianos, mas disse que os esforços de ajuda estão melhorando.
A distribuição de suprimentos está se expandindo para outras áreas afetadas pelo terremoto além da capital, como as cidades de Leogane, Gressier, Petit-Goave e Jacmel.
O ex-presidente americano Bill Clinton, enviado especial da ONU para o Haiti, disse que a cooperação entre as tropas americanas e das Nações Unidas estavam melhorando os esforços humanitários.
“A ONU dá segurança e os americanos garantem a logística e a distribuição. Eles sabem como fazer isso. Então estamos chegando lá”, disse Clinton à BBC durante uma visita a Porto Príncipe na segunda-feira.
Bloqueios
A distribuição de ajuda ainda está dificultada por obstáculos como o fechamento do porto e pelo bloqueio de ruas por corpos e escombros.
Muitas agências e organizações internacionais reclamaram no fim de semana de que não estavam conseguindo entregar suprimentos de ajuda por causa do congestionamento no aeroporto da capital, que está sendo administrado pelo Exército americano.
Mas John Holmes, da ONU, disse que os problemas iniciais estão sendo resolvidos com a introdução de um sistema para priorizar voos humanitários.
Segundo ele, ainda há 43 equipes de resgate, com cerca de 1.700 homens, trabalhando na procura por possíveis sobreviventes, apesar de a chance de se encontrar mais pessoas com vida sob os escombros diminuir a cada dia.
Até agora, pelo menos 70 mil corpos de vítimas do terremoto já foram enterradas em valas comuns.
RIO DE JANEIRO
Polícia apreende na Cidade de Deus 56 pedras de crack, a droga da morte
Um homem foi preso e um menor apreendido por PMs da Unidade Pacificadora da Cidade de Deus, na rua Ezequiel. Johnson Moura dos Santos, de 21 anos, e um adolescente, de 17, estavam com 56 pedras de crack, a droga da morte e 52sacolés de cocaína.
RIO DE JANEIRO
Acidente grave congestiona tráfego na Linha Vermelha
Um Fiat Palio prata e uma moto se envolveram num acidente na Linha Vermelha, altura do aeroporto Internacional Tom Jobim, pista sentido Centro. Após a batida, o carro de passeio capotou. O condutor do veículo ficou preso às ferragens e foi resgatado pelos bombeiros. O motociclista também sofreu ferimentos e recebeu atendimento no local. Uma faixa continua interditada e o trânsito congestionado. Policiais militares e agentes da CET-Rio estão no local.
Rio de Janeiro
Polícia tenta localizar assassinos de PM na Cidade Nova
Policiais militares do batalhão do Estácio e da Praça Tiradentes permanecem com o patrulhamento reforçado na região central da cidade. Além de coibir o roubo a pedestres, o objetivo dos PMs é localizar os responsáveis pelo ataque a uma viatura na Cidade Nova, no último domingo, que deixou um policial morto e outro ferido. Durante a madrugada, a ação mobilizou, inclusive, policiais do Batalhão de Choque. Agentes da 6ª DP analisam câmeras de um centro de convenções, que fica próximo ao local onde ocorreu o incidente. Os principais suspeitos são traficantes do morro da Fallet, em Santa Teresa, que teriam sido motivados por vingança.
Esportes
Zico é demitido pelo Olympiacos
Zico não é mais o técnico do Olympiacos, da Grécia. O anúncio da demissão do treinador brasileiro foi feito através do site do clube. Zico comandou o Olympiacos, desde o dia 17 de setembro de 2009, e em 21 jogos, obteve 12 vitórias, quatro empates e cinco derrotas.
RIO DE JANEIRO
Polícia prende na Vila da Penha homem acusado de aliciar menores pela internet
Mais de 90 pessoas foram retiradas vivas dos escombros no Haiti
Uma porta-voz do Escritório das Nações Unidas para a Coordenação de Assuntos Humanitários informou hoje que mais de 90 pessoas foram retiradas com vida dos escombros no Haiti. O país foi atingido por um terremoto no último dia 12.
segunda-feira, 18 de janeiro de 2010
Um grupo de atiradores e homens-bomba ligados ao Talebã realizaram nesta segunda-feira uma série coordenada de ataques a prédios no coração da capital do Afeganistão, Cabul, detonando explosivos e tiroteios.
Testemunhas afirmam que havia combates entre atiradores talibãs e forças de segurança afegãs até o começo da noite (horário local) perto do Hotel Serena e do palácio presidencial, apesar de o presidente afegão, Hamid Karzai, ter dito que a segurança já havia sido restabelecida.
Em comunicado, o Talebã afirmou que 20 de seus homens participaram do ataque a Cabul. Dois civis e três homens de forças de segurança afegãs morreram e 71 outros ficaram feridos, segundo as autoridades. Sete militantes talebãs também morreram, segundo o ministro do Interior, Mohammad Hanif Atmar.
A onda de atentados foi a mais recente de uma série de ataques cada vez mais ousados à capital afegã. Um comunicado no site do Talibã afirmou que os alvos eram prédios do governo e o Hotel Serena.
O chefe das forças dos EUA no Afeganistão, general Stanley McChrystal, elogiou o trabalho das forças de segurança nos ataques desta segunda-feira e condenou a ação do Talebã.
"Os atentados do Talebã hoje em Cabul são mais um exemplo da brutalidade do grupo e de seu desprezo pelo povo afegão", afirmou ele, em declaração emitida pela força da Otan no país.
Segundo autoridades, os militantes estavam armados com lançadores de granada e armas leves. Quatro atacaram um shopping center perto do Hotel Serena e do palácio presidencial. Os militantes responsáveis pelos ataques morreram, e os combates na região cessaram, segundo o Ministério do Interior.
A 400 metros de distância, dois talebãs atacaram um cinema, e morreram no local. Logo depois, duas explosões foram ouvidas perto dali.
Uma declaração do gabinete presidencial afirmou: "O presidente do Afeganistão quer assegurar os moradores de Cabul que a situação de segurança está sob controle e que a ordem foi restaurada".
Os EUA condenaram o ataque. O representante especial do governo americano para o Afeganistão e o Paquistão, Richard Holbrooke, afirmou que "não era surpresa que o Talebã fizesse esse tipo de coisa. Eles estão desesperados, não têm limites". A embaixada dos EUA em Cabul afirmou que o desprezo do Talebã por vidas afegãs era "deplorável".
Cão labrador leva cobra venenosa para donos na Austrália
Um cão labrador deu um susto nos seus donos após retornar para casa no Estado de Victoria, no sul da Austrália, com uma das cobras mais venenosas do mundo na boca.
Brandon, como é chamado pelos donos Deborah e Peter Allen, havia caçado uma cobra do gênero Austrelaps, que habita pântanos e se alimenta de sapos, ratos, pássaros e outros répteis.
Essas cobras, conhecidas na Austrália como copperheads, são tímidas, podem crescer até um metro e, segundo especialistas, são da 11ª espécie mais venenosa do mundo.
Segundo os donos de Brandon, o cão costuma trazer tudo que acha a eles. O casal disse à imprensa local que teve sorte de estar em casa quando Brandon trouxe a surpresa enrolada na boca e focinho.
Segundo eles, a cobra ainda se movia, mas Brandon, de 11 anos, continuou parado, firme, até seus donos pedirem para ele soltá-la dentro de um saco.
O casal então correu para o veterinário com o animal de estimação, que havia sido picado pela cobra, mas foi tratado a tempo.
O presidente da Associação Veterinária Australiana, Peter Gibbs, disse a jornais australianos que há um número alarmante de animais sendo levados a clínicas no país devido a picadas de cobra, que aumentaram nesta temporada.
De acordo com Gibbs, cobras tendem a ser mais ativas no fim da tarde em diante.
Os sintomas de picada incluem vômito, convulsões, sangramento no local ferido e paralisia. Neste casos, é necessário tratamento de urgência.
domingo, 17 de janeiro de 2010
Chefe da ONU viaja ao Haiti e diz que tremor virou grave crise humanitária
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, viajou neste domingo ao Haiti para discutir como coordenar os esforços humanitários internacionais no país após o terremoto de magnitude 7 de terça-feira (12) que devastou ao menos quatro cidades e deixou milhares de mortos. Antes de embarcar, Ban afirmou que a tragédia se transformou em uma das "crises humanitárias mais graves em décadas".
"Vou ao Haiti com o coração entristecido para expressar a solidariedade e o total apoio da ONU ao povo haitiano", declarou aos jornalistas, ainda em Nova York, antes de embarcar rumo ao aeroporto de Porto Príncipe.
Segundo Ban, as prioridades da ONU são salvar a maior quantidade possível de pessoas, levar urgentemente ajuda humanitária --água, alimentos e os medicamentos necessários-- e coordenar a ajuda estrangeira que chega em toneladas ao país, e acaba presa no aeroporto pela falta de infraestrutura para distribuição.
"Não devemos desperdiçar nenhum dólar de ajuda", disse Ban, acrescentando que, atualmente, a ONU alimenta 40 mil pessoas e que deseja aumentar este número para 2 milhões em apenas um mês.
O secretário-geral disse ainda que se prepara "para o pior" diante de mais de 330 funcionários da organização que continuam desaparecidos, cinco dias após o tremor.
"Esta é a mais grave e maior perda em um único dia na história de nossa organização", disse Ban, que anunciou anteriormente a morte de 37 funcionários.
Vítimas
A OMS (Organização Mundial da Saúde) afirmou em comunicado divulgado citado pela agência de notícias France Presse mais cedo que o terremoto deixou entre 40 mil e 50 mil mortos. O número está abaixo das previsões das autoridades haitianas, que falam em até 200 mil mortos na tragédia.
Ainda não há um dado preciso sobre o número de mortos, enquanto as imagens de televisão mostram corpos visíveis sob os escombros e outros mal cobertos nas calçadas. Muitos haitianos empilham os corpos em grandes cruzamentos, na esperança de atrair a atenção das equipes para que sejam recolhidos. Outros queimam em fogueiras, na tentativa de evitar epidemias. O cheiro, afirmam jornalistas enviados à cidade, beira o insuportável.
A Cruz Vermelha estima um número muito semelhante ao da OMS --entre 45 mil e 50 mil mortos. O governo do Haiti afirmou, contudo, estimar em até 200 mil o total de vítimas.
Em um número mais palpável, o primeiro-ministro haitiano, Jean-Max Bellerive, declarou neste sábado que mais de 25 mil corpos de vítimas já foram enterrados. "Vinte mil corpos foram oficialmente retirados pelo Estado, sem contar aqueles retirados pela Minustah [missão de paz da ONU no Haiti], pelas ONGs e pelos voluntários, que somam por volta de 5.000 a 6.000", declarou.
Caos
| Marco Dormino/AP |
| Soldados bolivianos da missão da ONU entregam comida a haitianos afetados pelo terremoto que matou milhares em Porto Príncipe |
O mundo respondeu com um esforço em massa para ajudar os haitianos e aviões carregados de suprimentos e equipes de resgate chegam em intervalos de minutos no aeroporto danificado de Porto Príncipe. Mas, na cidade em que o presidente governa de uma delegacia, sem casa ou sede de governo, os haitianos simplesmente não têm infraestrutura para usar da melhor maneira esta ajuda.
O aeroporto não tem torre de controle, o porto está tão destruído que não pode receber barcos, as estradas estão bloqueadas por destroços e haitianos que temem ficar sob um telhado que pode vir abaixo e, mesmo para quem consegue passar, não há combustível.
Muitos haitianos, principalmente aqueles em áreas de colinas, de mais difícil acesso, ainda não viram a ajuda humanitária chegar. O desespero por água potável e comida é notável e os relatos de saques e de violência aumentam, principalmente à noite.
Brasileiros
O terremoto aconteceu às 16h53 desta terça-feira (19h53 no horário de Brasília) e teve epicentro a 15 quilômetros de Porto Príncipe, a capital do país.
Segundo o ministro da Defesa brasileiro, Nelson Jobim, 17 brasileiros morreram no país --14 militares e mais três civis, entre eles a médica Zilda Arns e o chefe-adjunto civil da missão da ONU no Haiti, Luiz Carlos da Costa. O corpo de Costa foi encontrado neste sábado.
Mais 16 militares brasileiros ficaram feridos no terremoto. Eles chegaram ao Brasil nesta sexta-feira, e desde então estão internados no Hospital Geral do Exército, em São Paulo, para um período de quarentena.
Brasileiro era uma lenda para as forças de paz da ONU, afirma Ban
O secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, afirmou hoje, em comunicado, que o brasileiro Luiz Carlos da Costa, chefe-adjunto civil da missão de paz da organização no Haiti, era "uma lenda para as forças de paz da ONU". O corpo de Costa foi encontrado em meio aos escombros da sede da ONU em Porto Príncipe, conhecida como Hotel Christopher, um dos muitos prédios arrasados pelo terremoto de magnitude 7 de terça-feira (12).
Costa era o funcionário brasileiro de mais alto cargo na ONU. Ele tinha 60 anos, era casado e deixa duas filhas.
"Seu extraordinário profissionalismo e sua dedicação igualavam seu carisma e sua ternura, sua devoção a todos seus amigos", afirmou Ban. Segundo o secretário-geral, o brasileiro foi "mentor de muitas gerações de pessoal". "Conhecia a eles e às suas famílias, sempre estava disposto a escutá-los e a ajudá-los", disse.
Ban telefonou para a representante permanente do Brasil junto à ONU, embaixadora Maria Luiza Viotti, para informar o encontro do corpo e transmitir pêsames, afirmou o Itamaraty.
Também neste sábado foram confirmadas a morte do chefe da Minustah, o tunisiano Hedi Annabi, e do chefe de polícia da mesma missão de paz, Doug Coates. Em seu comunicado, Ban afirmou que os três "entregaram totalmente as vidas pela paz". "As Nações Unidas têm seu coração com eles e com as famílias e amigos de Hedi, Luiz, Douge e muitos outros que deram suas vidas pelo Haiti e pelos ideais da ONU", disse Ban.
Conforme as últimas estimativas da própria ONU, cerca de 40 funcionários morreram no desabamento da sede de Porto Príncipe e cerca de 300 --entre estrangeiros e haitianos-- permanecem desaparecidos.
Ban afirmou hoje que Annabi, o chefe da Minustah, de 64 anos, era um "verdadeiro cidadão do mundo". "Para ele a ONU era sua vida e ele estava entre seus filhos mais comprometidos. Era um apaixonado de sua missão e de sua gente." Para Ban, durante a sua carreira, Annabi demonstrou "energia, disciplina e coragem".
"[Annabi era] um ícone das forças de paz. Não havia melhor representante desse corpo. Era um homem delicado, com o coração de leão, a quem lembraremos por seu senso de humor, sua integridade e sua ética sem igual", completou Ban.
O tunisiano assumiu a Minustah em 2007, sucedendo o diplomata guatemalteco Edmond Mulet --que voltou à chefia interina da missão no dia seguinte ao terremoto, já sob a suspeita de que Annabi estivesse morto. O tunisiano entrou pra ONU em 1981 e participou de todas as missões de paz realizadas, durante mais de uma década.
Ban viaja neste domingo ao Haiti para avaliar no terreno as necessidades de assistência humanitária no país caribenho.
Costa era o funcionário brasileiro de mais alto cargo na ONU. Ele tinha 60 anos, era casado e deixa duas filhas.
"Seu extraordinário profissionalismo e sua dedicação igualavam seu carisma e sua ternura, sua devoção a todos seus amigos", afirmou Ban. Segundo o secretário-geral, o brasileiro foi "mentor de muitas gerações de pessoal". "Conhecia a eles e às suas famílias, sempre estava disposto a escutá-los e a ajudá-los", disse.
Ban telefonou para a representante permanente do Brasil junto à ONU, embaixadora Maria Luiza Viotti, para informar o encontro do corpo e transmitir pêsames, afirmou o Itamaraty.
Também neste sábado foram confirmadas a morte do chefe da Minustah, o tunisiano Hedi Annabi, e do chefe de polícia da mesma missão de paz, Doug Coates. Em seu comunicado, Ban afirmou que os três "entregaram totalmente as vidas pela paz". "As Nações Unidas têm seu coração com eles e com as famílias e amigos de Hedi, Luiz, Douge e muitos outros que deram suas vidas pelo Haiti e pelos ideais da ONU", disse Ban.
Conforme as últimas estimativas da própria ONU, cerca de 40 funcionários morreram no desabamento da sede de Porto Príncipe e cerca de 300 --entre estrangeiros e haitianos-- permanecem desaparecidos.
Ban afirmou hoje que Annabi, o chefe da Minustah, de 64 anos, era um "verdadeiro cidadão do mundo". "Para ele a ONU era sua vida e ele estava entre seus filhos mais comprometidos. Era um apaixonado de sua missão e de sua gente." Para Ban, durante a sua carreira, Annabi demonstrou "energia, disciplina e coragem".
"[Annabi era] um ícone das forças de paz. Não havia melhor representante desse corpo. Era um homem delicado, com o coração de leão, a quem lembraremos por seu senso de humor, sua integridade e sua ética sem igual", completou Ban.
O tunisiano assumiu a Minustah em 2007, sucedendo o diplomata guatemalteco Edmond Mulet --que voltou à chefia interina da missão no dia seguinte ao terremoto, já sob a suspeita de que Annabi estivesse morto. O tunisiano entrou pra ONU em 1981 e participou de todas as missões de paz realizadas, durante mais de uma década.
Ban viaja neste domingo ao Haiti para avaliar no terreno as necessidades de assistência humanitária no país caribenho.
Seis razões para tentar o parto normal
A criança respira melhor: quando passa pelo canal da vagina, o tórax do bebê é comprimido, assim como o resto do seu corpo. “Isso garante que o líquido amniótico de dentro dos seus pulmões seja expelido pela boca, facilitando o primeiro suspiro da criança na hora em que nasce”, explica Rosangela Garbers, neonatalogista do Hospital Pequeno Príncipe, em Curitiba. Sem falar que as contrações uterinas estressam o bebê – e isso está longe de ser ruim. O hormônio cortisol produzido pelo organismo infantil deixa os pulmões preparados para trabalhar a todo vapor. A cesárea, por sua vez, aumenta o risco de ocorrer o que os especialistas chamam de desconforto respiratório. Esse problema pode levar a quadros de insuficiência respiratória e até favorecer a pneumonia.
Acelera a descida do leite: “Durante o trabalho de parto, o organismo da mulher libera os hormônios ocitocina e prolactina, que facilitam a apojadura”, afirma Mariano Sales Junior, da maternidade Hilda Brandão, da Santa Casa de Belo Horizonte. No caso da cesárea eletiva, a mulher pode ser submetida à cirurgia sem o menor indício de que o bebê está pronto para nascer. Daí, o organismo talvez secrete as substâncias que deflagram a produção do leite com certo atraso – de dois a cinco dias depois do nascimento do bebê. Resumo da ópera: a criança terá de esperar para ser amamentada pela mãe.
Cai o mito da dor: por mais ultrapassada que seja, a imagem de uma mãe urrando na hora do parto não sai da cabeça de muitas mulheres. Segundo Washington Rios, coordenador da maternidade de alto risco do Hospital das Clínicas da Universidade Federal de Goiás, não há o que temer. “A analgesia é perfeitamente capaz de controlar a dor”, afirma. Isso porque há mais de dez anos os médicos recorrem a uma estratégia que combina a anestesia raquidiana, a mesma usada na cesárea, e a peridural. “A paciente não sofre, mas também não perde totalmente a sensibilidade na região pélvica”, explica a anestesista Wanda Carneiro, diretora clínica do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. Dessa forma, ela consegue sentir as contrações e até ajudar a impulsionar a criança para fora.
Recuperação a jato: 48 horas após o parto normal, a nova mamãe pode ir para casa com o seu bebê. Em alguns casos, para facilitar a saída da criança, os médicos realizam a episiotomia, um pequeno corte lateral na região do períneo, área situada entre a vagina e o ânus. Quando isso acontece, a cicatrização geralmente leva uma semana. Já quem vai de cesariana recebe alta normalmente entre 60 e 72 horas após o parto e pode levar de 30 a 40 dias para se livrar das dores.
Mais segurança: como em qualquer cirurgia, a cesárea envolve riscos de infecção e até de morte da criança. “Cerca de 12% dos bebês que nascem de cesariana vão para a UTI”, revela Renato Kalil, obstetra do Hospital e Maternidade São Luiz, em São Paulo. No parto normal, esse número cai para 3%. “A sensação da cesariana é semelhante à de qualquer outra cirurgia no abdômen. É, enfim, como extrair uma porção do intestino ou operar o estômago”, compara Kalil. E, convenhamos, o clima de uma sala cirúrgica não é dos mais agradáveis: as máscaras dos médicos, a sedação, a dificuldade para se mexer...
ONG diz que 37 mil grávidas aguardam ajuda nas ruas do Haiti
Aproximadamente 37 mil mulheres grávidas que perderam sua casas no terremoto de magnitude 7 que devastou o Haiti na terça-feira (12) aguardam ajuda nas ruas do país, expostas à falta de comida, água potável e atendimento médico, alertou a ONG Care.
Em um país onde metade da população tem menos de 18 anos, a situação também é crítica para muitas mães que acabaram de dar à luz e para os próprios recém-nascidos.
Na capital Porto Príncipe, cidade que foi devastada pelo tremor, os hospitais que não foram destruídos pelo estão atuando muito além de seu limite e são incapazes de atender aos milhares de feridos que se amontoam em frente às suas portas.
A Care alerta que as mulheres grávidas que não estão conseguindo receber assistência médica correm um grave risco de sofrer complicações e de morrer durante o parto.
Mesmo antes da tragédia, o Haiti tinha a mais alta taxa de mortalidade materna da região --670 óbitos por cada 100 mil nascimentos.
Segundo comunicado da ONG, aproximadamente 15% das mulheres enfrentam algum tipo de complicação no parto que exige assistência médica. A maioria das mortes no parto ocorre por hemorragia, infecção, trabalho de parto muito prolongado e hipertensão.
"Há muitas mulheres grávidas nas ruas, assim como mães dando o peito a seus bebês", disse Sophie Perez, diretora da Care no Haiti. "Também há mulheres dando à luz na rua, diretamente na rua. A situação é muito crítica. As mulheres tentam chegar ao hospital mais próximo, mas a maioria deles está cheio e é muito difícil elas conseguirem os cuidados que requerem".
'As mães e seus filhos podem morrer por causa de complicações por falta de atendimento médico, acrescentou Perez.
Care é uma organização não-governamental internacional que diz ter como missão combater a pobreza. Segundo site da organização, ela existe há mais de 60 anos e está entre as três maiores ONGs globais. Atualmente, atua em 72 países --incluindo o Haiti.
Em um país onde metade da população tem menos de 18 anos, a situação também é crítica para muitas mães que acabaram de dar à luz e para os próprios recém-nascidos.
Na capital Porto Príncipe, cidade que foi devastada pelo tremor, os hospitais que não foram destruídos pelo estão atuando muito além de seu limite e são incapazes de atender aos milhares de feridos que se amontoam em frente às suas portas.
A Care alerta que as mulheres grávidas que não estão conseguindo receber assistência médica correm um grave risco de sofrer complicações e de morrer durante o parto.
Mesmo antes da tragédia, o Haiti tinha a mais alta taxa de mortalidade materna da região --670 óbitos por cada 100 mil nascimentos.
Segundo comunicado da ONG, aproximadamente 15% das mulheres enfrentam algum tipo de complicação no parto que exige assistência médica. A maioria das mortes no parto ocorre por hemorragia, infecção, trabalho de parto muito prolongado e hipertensão.
"Há muitas mulheres grávidas nas ruas, assim como mães dando o peito a seus bebês", disse Sophie Perez, diretora da Care no Haiti. "Também há mulheres dando à luz na rua, diretamente na rua. A situação é muito crítica. As mulheres tentam chegar ao hospital mais próximo, mas a maioria deles está cheio e é muito difícil elas conseguirem os cuidados que requerem".
'As mães e seus filhos podem morrer por causa de complicações por falta de atendimento médico, acrescentou Perez.
Care é uma organização não-governamental internacional que diz ter como missão combater a pobreza. Segundo site da organização, ela existe há mais de 60 anos e está entre as três maiores ONGs globais. Atualmente, atua em 72 países --incluindo o Haiti.
Haitiana dá à luz em barco da guarda costeira americana
Uma haitiana deu à luz neste sábado a um menino no barco da guarda costeira americana que faz parte do esforço enviado pelos Estados Unidos para ajudar às vítimas do terremoto de magnitude 7 que devastou o Haiti na terça-feira (12).
A mulher, que não teve o nome revelado, integrava um grupo de seis haitianos gravemente feridos no terremoto de terça-feira e que estavam sob proteção da Marinha dos Estados Unidos.
Ela entrou em trabalho de parto pouco antes de subir em um helicóptero da Marinha americana que a levaria a um hospital dos arredores de Cabo Haitiano.
O helicóptero transportou os seis feridos e o bebê ao porta-aviões alguns minutos depois, onde receberam cuidados médicos.
A ONG Care alertou neste domingo que aproximadamente 37 mil mulheres grávidas que perderam suas casas no terremoto aguardam ajuda nas ruas do país, expostas à falta de comida, água potável e atendimento médico.
Em um país onde metade da população tem menos de 18 anos, a situação também é crítica para muitas mães que acabaram de dar à luz e para os próprios recém-nascidos.
Na capital Porto Príncipe, cidade que foi devastada pelo tremor, os hospitais que não foram destruídos pelo estão atuando muito além de seu limite e são incapazes de atender aos milhares de feridos que se amontoam em frente às suas portas.
A Care alerta que as mulheres grávidas que não estão conseguindo receber assistência médica correm um grave risco de sofrer complicações e de morrer durante o parto.
Mesmo antes da tragédia, o Haiti tinha a mais alta taxa de mortalidade materna da região --670 óbitos por cada 100 mil nascimentos.
Segundo comunicado da ONG, aproximadamente 15% das mulheres enfrentam algum tipo de complicação no parto que exige assistência médica. A maioria das mortes no parto ocorre por hemorragia, infecção, trabalho de parto muito prolongado e hipertensão.
Gari encontra granada em rua de Copacabana, na zona sul do Rio
Um gari localizou uma granada na noite de sábado (16) em uma rua do bairro de Copacabana, na zona sul do Rio. A origem do explosivo --que não chegou a ser detonado-- permanecia desconhecida na manhã deste domingo.
Segundo informações da Polícia Militar, a granada estava na rua Cinco de Julho, quando foi localizada pelo gari. Moradores da região acionaram a polícia, que encaminhou ao local o Esquadrão Antibombas. O local foi isolado e o explosivo recolhido.
Ainda de acordo com a assessoria da corporação, a granada não precisou ser detonada. Até as 10h deste domingo, a origem do explosivo permanecia desconhecida e ninguém tinha sido preso.
Segundo informações da Polícia Militar, a granada estava na rua Cinco de Julho, quando foi localizada pelo gari. Moradores da região acionaram a polícia, que encaminhou ao local o Esquadrão Antibombas. O local foi isolado e o explosivo recolhido.
Ainda de acordo com a assessoria da corporação, a granada não precisou ser detonada. Até as 10h deste domingo, a origem do explosivo permanecia desconhecida e ninguém tinha sido preso.
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